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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Sobre um Projeto que aprendi a amar!!!

Estamos iniciando mais um ano letivo e o professor(a) que se preza coloca amor em tudo que faz!
Somos inspirados a viver competindo e a nos dedicar a ser sempre o melhor. Mas também somos chamados a olhar com Amor para as realidades da nossa sala de aula e para as nossas crianças e adolescentes. 


PROJETO DIRETOR DE TURMA

O Projeto Professor Diretor de Turma teve sua origem, aqui no Brasil, por ocasião do XVIII Encontro da ANPAE – Seção do Ceará, no ano de 2007, quando foi apresentada a experiência das escolas públicas portuguesas. Baseados nessa apresentação, gestores educacionais dos municípios de Eusébio, Madalena e Canindé iniciaram um projeto piloto em três escolas.

Em 2008, o Projeto é implantado nas 25 Escolas de Educação Profissional. Teve sua expansão, em 2009, para mais 26 Escolas de Educação Profissional, totalizando 51 unidades com o Projeto. Considerando os efeitos positivos da implantação do Projeto, em 2010, a SEDUC promove a expansão para as Escolas de Ensino Regular da rede pública estadual. A referida ampliação se deu através de um processo de adesão, oportunizando a implantação nas turmas de 1º ano do Ensino Médio e nas turmas de 9º ano do Ensino Fundamental, nas escolas que não ofereciam ensino médio. Após a publicação, no site da SEDUC, da Chamada Pública para Adesão ao Projeto Diretor de Turma, tivemos a adesão de 474 escolas, com 2.988 turmas e 2.118 professores diretores de turma.

Com base no acompanhamento realizado, pela equipe da SEDUC, em 2010, através de visitas às CREDE e SEFOR; encontros mensais com os Supervisores do Núcleo de Desenvolvimento da Escola e da Aprendizagem e dos relatórios enviados pelos Coordenadores Regionais do Projeto, os resultados constatados, a partir de depoimentos da equipe, demonstram o êxito da ampliação do Projeto.

As equipes regionais têm relatado a grande satisfação das escolas, com o Projeto, pois tem repercutido tanto na melhoria do clima escolar, alunos mais confiantes e menos agressivos, como na melhoria dos índices de frequência dos mesmos. Os professores sentem-se mais entrosados, integrados, responsáveis e mais vinculados às turmas e, consequentemente, mais entusiasmados com a função que estão desempenhando.

A família passou a ser mais participativa na escola, favorecendo uma melhor articulação com os professores, possibilitando, a estes, reconhecer melhor os jovens, os limites impostos pela escola e pela própria família. Este cenário, tornou propício a ampliação do Projeto, em 2011, para as demais turmas do Ensino Médio, totalizando, 530 escolas, 4.821 turmas e 4.241 professores diretores de turma.

    O Projeto Professor Diretor de Turma faz jus e tem como base algumas pistas da importância dos quatro pilares da educação do relatório de Delors:
a) Aprender a conhecer, combinando uma cultura geral, suficiente vasta, com a possibilidade de trabalhar em profundidade um pequeno número de matérias. O que também significa: aprender a aprender, para beneficiar-se das oportunidades oferecidas pela educação ao longo de toda a vida.

b) Aprender a fazer, a fim de adquirir, não somente uma qualificação profissional mas, de uma maneira mais ampla, competências que tornem a pessoa apta a enfrentar numerosas situações e a trabalhar em equipe. Mas, também aprender a fazer, no âmbito das diversas experiências sociais ou de trabalho que se oferecem aos jovens e adolescentes, quer espontaneamente, fruto do contexto local ou nacional, quer formalmente, graças ao desenvolvimento do ensino alternado com o trabalho.

c)Aprender a viver juntos desenvolvento a compreensão do outro e a percepção das interdependências - realizar projetos comuns e preparar-se para gerir conflitos - no respeito pelos valores do pluralismo, da compreensão mútua e da paz.

d) Aprender a ser, para melhor desenvolver a sua personalidade e estar á altura de agir com cada vez maior capacidade de autonomia, de discernimento e de responsabilidade pessoal. Para isso, não negligenciar na educação nenhuma das potencialidades de cada indivíduo: memória, raciocínio, sentido estético, capacidades físicas, aptidão para comunicar-se.
OBJETIVOS DO PROJETO
·         Favorecer a articulação entre os professores, alunos, pais e responsáveis, buscando promover um trabalho cooperativo,especificamente, entre professores e alunos, no sentido de adequar estratégias e métodos de trabalho.
·         Tornar a sala de aula uma experiência gratificante, em que todos os professores da turma, familiares, gestão, comunidade escolar, com respectivas parcerias, unam-se com o objetivo de proporcionaruma educação que vise a excelência.
·         Manter a assiduidade dos alunos, estimulando sua permanência na escola e elevando o grau de sucesso da aprendizagem.
·         Oferecer uma educação sustentável que contemple a formaçãocidadã do educando, estimulando sua participação na vida social,com a tomada de consciência dos problemas que afetam a humanidade.
·         Motivar os alunos para aprendizagens significativas e encorajálos a ter perspectivas otimistas quanto ao seu futuro pessoal e profissional.
FUNÇÕES DO PROFESSOR DIRETOR DE TURMA
  • O Professor Diretor de Turma dedica ao Projeto quatro horas de sua
  • carga horária semanal tendo como principais funções:
  •  Mediar o relacionamento entre os alunos de sua turma e os demais professores;
  •  Disponibilizar-se a atender aos alunos, pais ou responsáveis,professores e núcleo gestor da escola;
  • Promover um ambiente facilitador do desenvolvimento
  • pessoal, cognitivo e social dos alunos.
  •  Elaborar e organizar o Dossiê de sua turma;
  •  Lecionar a Formação Cidadã;
  • Acompanhar o Estudo Orientado;
  •  Organizar e presidir as Reuniões do Conselho de Turma (diagnóstica  e bimestrais) que fornecem aos educadores um diagnóstico pormenorizado da turma e tem um caráter avaliativo.
OBJETIVO DO PROJETO DIRETOR DE TURMA
·         Favorecer a articulação entre professores, alunos, pais e responsáveis, buscando promover um trabalho cooperativo, especificamente, entre professores e alunos, no sentido de adequar estratégias e métodos de trabalho.
·         Manter a assiduidade dos alunos, estimulando sua permanência na escola e elevando o grau de sucesso na aprendizagem.
·         Motivar os alunos para aprendizagens significativas e encorajá-los a ter perspectivas otimistas quanto ao seu futuro pessoal e profissional.
“Os efeitos positivos desse modelo de trabalho podem ser percebidos na postura e aprendizagem dos alunos”.
FUNÇÕES DO PROFESSOR DIRETOR DE TURMA:
1. JUNTO AOS ALUNOS:
Conhecer o aluno em toda a sua dimensão;
Orientar o estudante de maneira personalizada;
Contribuir para uma maior adequação do plano de estudos;
Observar os comportamentos em situações coletivas;
Conhecer os interesses, atitudes, valores e hábitos de trabalho;
Promover uma correta integração do aluno na vida escolar;
Proporcionar um clima de liberdade que facilite a adaptação social, física e intelectual do aluno;
Ofertar, quando possível, atividades extracurriculares;
Ser o elo entre escola e família.
2. JUNTO AOS PROFESSORES DA TURMA:
Fornecer informações sobre a turma.
Caracterizar a turma.
Discutir e definir, com os professores, estratégias de ensino-aprendizagem.
Promover o trabalho de equipe entre os professores.
Favorecer a coordenação interdisciplinar.
Recolher/fornecer informações sobre a assiduidade/ comportamento/aproveitamento.
Analisar problemas dos alunos.
Coordenar relações interpessoais e intergrupais.
Promover a relação escola-comunidade.
Elaborar propostas de apoio pedagógico.
Propor/debater formas de atuação entre escola/pais.
3. JUNTO AOS PAIS OU RESPONSÁVEIS
Informar aos Pais ou Responsáveis acerca do andamento do seu educando.
Comunicar-lhes o dia e a hora de atendimento semanal.
Fornecer-lhes, com regularidade, informações sobre a assiduidade, comportamento e aproveitamento escolar dos alunos.
Fazer reuniões com os pais/responsáveis: uma no início do ano escolar e uma para cada entrega de avaliação bimestral do aluno.
Orientar o acompanhamento dos educandos.
Realizar as atividades educativas pais/alunos/professores da turma.
Propor formas de atuação para uma relação mais estreita família/ escola.
FUNÇÕES DOS DEMAIS PROFESSORES:
Entregar a coleta de informação antes do final de cada bimestre para os diretores de turma;
Participar das reuniões (diagnóstica e bimestrais);
Manter o mapeamento na sua sala;
Entregar as notas e faltas a cada período aos diretores de turma;
Apoiar nos trabalhos dos diretores de turma.
 TEMPO PARA O CUMPRIMENTO DAS TAREFAS DO DIRETOR DE TURMA:
Destinação de 05 horas semanais para o cumprimento das tarefas de diretor de turma que serão distribuídas da seguinte forma:
02 horas para organizações dos intrumentais (dossiê e portfólio);
01 hora para atendimentos dos pais e alunos;
01 hora referente à aula de formação para a cidadania.
Observações:
Se possível deve ser reservada uma sala de Diretores de Turma na escola.
Na sala, deve ter um painel contendo as seguintes informações (horários dos Diretores de Turma e da turma, representantes dos pais, representantes dos líder e vice-líder e calendário escolar) são expostos em mural por turma específica.
Os Dossiês e portfólios são guardados em um mesmo armário, na sala.
Os professores e o núcleo gestor têm acesso livre aos dossiês.

P.S: Este ano estou iniciando uma nova jornada de acompanhamento que acredito ser de aprendizagem e compartilhamento de conhecimentos!!
Sejam bem vindos 1º Ano B do Ensino Médio !!!




domingo, 22 de setembro de 2019

VAMOS FALAR DE UM ASSUNTO SÉRIO!!!

PREVENÇÃO AO SUICÍDIO!!!


Setembro ganha um cor especial em valorização à vida. O amarelo ilumina o mês e alerta sobre a importância da saúde mental e faz com que instituições se mobilizem na ação.
Assim, pessoas, coletivos, entidades, órgãos de saúde e a sociedade em geral recebe o alerta e têm a chance de participar de ações que deixam mais evidente a necessidade de falar sobre o suicídio e a saúde mental.

O que é o Setembro amarelo?

Setembro amarelo é uma campanha do Centro de Valorização da Vida que busca trazer o diálogo sobre o suicídio para a sociedade. Desde 2015 o mês busca a conscientização e a prevenção do suicídio.
No mundo todo, aproximadamente uma pessoa se mata a cada 40 segundos. Só no Brasil, o suicídio é a quarta causa mais comum de morte de jovens. O assunto é um tabu. Não falamos dele. A mídia evita por medo de aumentar os números, as pessoas evitam por medo do assunto em si e com isso, acabamos cortando o diálogo necessário.
Falar sobre suicídio é importante. É uma questão de saúde pública e é extremamente necessário.

Por que o Setembro amarelo é importante?

O Setembro Amarelo é uma campanha que busca trazer o diálogo e prevenir o suicídio. 90% dos suicídios poderia ser evitado com ajuda psicológica. A maioria deles é causada por doenças mentais que não são tratadas porque muita gente nem sabe que precisa de tratamento. Aproximadamente 60% das pessoas que morrem por suicídio não buscam ajuda.

Já pensou se isso se aplicasse a outras doenças? Imagine se 60% das pessoas com fraturas não fosse ao médico ou se 60% dos pacientes com apendicite não se tratasse e você vai perceber que é estranho que tanta gente não busque ajuda. Isso porque nós, como sociedade, não falamos do assunto, não informamos as pessoas.
Parte superior do formulário
Parte inferior do formulário
Cerca de 17% dos brasileiros já pensou seriamente em suicídio. 4,8% deles já elaboraram um plano para isso.


Objetivo do Setembro Amarelo

O objetivo do mês de prevenção do suicídio é conscientizar as pessoas deste problema tão grave, que tira tantas vidas todos os anos. O setembro amarelo é um mês de diálogo. É um mês que busca criar conversas sobre o assunto, deixar as pessoas que sofrem com pensamentos suicidas saberem que elas não estão sozinhas e que a morte não é solução.
O Setembro Amarelo busca salvar vidas através da informação e da conversa sobre este assunto sério que ainda é um tabu.

Como surgiu o Setembro Amarelo?

A cor amarela é usada para representar o mês da prevenção do suicídio por causa de Dale Emme e Darlene Emme. O casal foi o início do programa de prevenção de suicídio “fita amarela”, ou “Yellow Ribbon” em inglês.
Em 1994, Mike Emme, filho do casal, com apenas 17, se matou. Mike era conhecido por sua personalidade caridosa e por sua habilidade mecânica. Restaurou um Mustang 68 e o pintou de amarelo. Mike amava aquele carro e por causa dele começou a ser conhecido como “Mustang Mike”.
Entretanto, infelizmente, aqueles próximos de Mike não viram os sinais e o fim da vida do garoto chegou. No dia do funeral dele, uma cesta de cartões com fitas amarelas presas a eles estava disponível para quem quisesse pegá-los. Os 500 cartões e fitas foram feitos pelos amigos de Mike e possuíam uma mensagem: Se você precisar, peça ajuda.
Os cartões se espalharam pelos Estados Unidos. Em poucas semanas começaram a aparecer ligações. Um professor de outro estado havia recebido um dos cartões de uma aluna, pedindo por ajuda. Diversas cartas chegavam de adolescentes buscando ajuda.
A fita amarela foi escolhida como símbolo do programa que incentiva aqueles que têm pensamentos suicidas a buscar ajuda.
Em 2003 a OMS instituiu o dia 10 de setembro para ser o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, e o amarelo do mustang de Mike é a cor escolhida para representar este sentimento.

Diálogo e mídia
Suicídio não é notícia. Isso está em livros de jornalismo. O motivo é o medo de causar o chamado “Efeito Werther”. Este fenômeno ganhou seu nome do livro “Os sofrimentos do jovem Werther”, livro do autor alemão Johan Wolfgang von Goethe, publicado em 1774. No final do livro, que possui um tom depressivo, o jovem Werther se suicida, o que levou a uma suposta onda de suicídios nos jovens europeus da época.
O efeito Werther foi comprovado cientificamente e é chamado de “suicídio por imitação”. Suicídios se tornam mais comuns quando divulgados pela mídia. Por exemplo, após as mortes por suicídio de Marilyn Monroe, em 1962, e de Kurt Cobain, em 1994, as taxas de suicídio americanas tiveram aumentos notáveis.
É por isso que a Organização Mundial da Saúde desaconselha que a mídia exponha métodos ou processos de suicídio: para evitar que esta exposição incentive outras mortes.
Entretanto, os suicídios não são causados pela notícia ou pelo vídeo. As pessoas que se mataram ao ver esse tipo de coisa já tinham tendências antes de assistir e se encontravam no grupo de risco. Pessoas com depressão, pensamentos suicidas, esquizofrenia ou diversas outras doenças mentais não tratadas são vulneráveis ao efeito Werther.
Falar sobre o assunto é extremamente importante justamente para que possamos reduzir o número de pessoas vulneráveis. Para que possamos evitar suicídios, o diálogo é o primeiro passo. Conversar, trazer o assunto à tona e fazer com que essas pessoas saibam que não estão sozinhas e que existem meios de tratar estas doenças.

Centro de Valorização da Vida (CVV)

O centro de valorização da vida é reconhecido como Utilidade Pública Federal desde a década de 70. É uma organização sem fins lucrativos e filantrópica que busca dar apoio emocional e prevenção do suicídio para quem precisa. Desde 2015, é possível entrar em contato com eles através do telefone, de maneira gratuíta.
Basta ligar para o número 188. O atendimento é anônimo e realizado por voluntários que guardam sigilo. Também é possível acessar o chat online, enviar um e-mail ou ir a um dos postos de atendimento físico.
O Setembro Amarelo foi idealizado pelo CVV em 2015 e o mês escolhido é setembro pois é o mesmo mês do Dia Mundial para Prevenção do Suicídio, realizado no dia 10 de setembro.




terça-feira, 29 de agosto de 2017

Desenvolver competências socioemocionais na escola. Como?

COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS


As competências socioemocionais incluem um conjunto de habilidades que cada pessoa tem para lidar com as próprias emoções, se relacionar com os outros e gerenciar objetivos de vida, como autoconhecimento, colaboração e resolução de problemas. Essas competências são utilizadas cotidianamente nas diversas situações da vida e integram o processo de cada um para aprender a conhecer, aprender a conviver, aprender a trabalhar e aprender a ser. Ou seja, são parte da formação integral e do desenvolvimento de todos. No século 21, a interconectividade e a crescente complexidade das transformações sociais, tecnológicas, entre outras, têm ampliado a relevância dessas competências para a realização no âmbito pessoal, de trabalho e social.
Perseverança, colaboração, autocontrole, curiosidade, otimismo e confiança são exemplos de competências socioemocionais que devem ser trabalhadas no ambiente escolar, a fim de estimular o desenvolvimento integral da criança, do adolescente e do jovem. 

Ceará prepara professor para escola com a cara da juventude
Despertar o interesse e garantir a aprendizagem do estudante do ensino médio estão entre os maiores desafios da educação brasileira. O mais recente alerta veio com a divulgação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2013, em que o país repetiu os 3,7 registrados em 2011 e ficou abaixo da meta proposta pelo MEC (Ministério d Educação) de 3,9. Apesar do quadro desolador, existem, sim, experiências que buscam virar a chave para dar sentido à experiência escolar e valorizar o aluno.
Foi diante desse cenário que o estado do Ceará começou a mudar a cara de suas escolas. Em 2009, levou aos colégios a metodologia do programa Com.Domínio Digital, realizado em parceria com o Instituto Aliança, que oferecia aulas de tecnologia da informação no contraturno escolar. Dois anos mais tarde, a Secretaria de Educação do Estado do Ceará (Seduc) percebeu a necessidade de realizar uma maior integração desses conteúdos à grade regular das escolas, após a Unesco divulgar um protótipo curricular que defendia o protagonismo estudantil, a interdisciplinaridade, o ensino baseado em projetos, a pesquisa e a abordagem de competências socioemocionais.
“A gente percebe que um fator crítico é a relação do profissional e da instituição com o jovem, sua visão de mundo e seus anseios”
O primeiro passo foi pensar em um currículo que tivesse a cara da juventude. “A gente percebe que um fator crítico é a relação do profissional e da instituição com o jovem, sua visão de mundo e seus anseios”, diz Rogers Vasconcelos, coordenador de aperfeiçoamento pedagógico da Seduc. “Era importante que a história de vida dos alunos fosse pauta curricular. Estudantes tinham que ter espaço para conhecer suas características e habilidades sociais, para falar de ética, sexualidade e projeto de vida”, diz.

Por mais que precisasse de ajustes, esse novo desenho curricular não colocou tudo abaixo. Em vez disso, buscou articular o ensino das áreas de conhecimento com ciência, pesquisa e trabalho, entendidos como eixos integradores. Em 2012, a entrada dessas novas práticas na sala de aula da rede estadual foi noticiada pelo Porvir. Inicialmente, o projeto foi adotado por 12 escolas (oito em Fortaleza, duas na região metropolitana e duas no interior) que já participavam do Com.Domínio Digital. “Elas nos relatavam o quanto a metodologia do projeto fazia com que o estudante tivesse autoestima elevada, perspectiva positiva sobre a família e seu projeto de vida. Por isso, decidimos casar o Com.Domínio Digital e os protótipos [da Unesco] com o que a gente tentava implantar nas escolas”, afirma
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Nascia ali o que ficou conhecido como “Núcleo Trabalho, Pesquisa e Práticas Sociais”. De acordo com Vasconcelos, a partir do momento em que o estudante é desafiado por um projeto, ele consegue enxergar a totalidade do que lhe é ensinado, ao contrário do que acontece quando se trabalham as disciplinas de forma isolada. “Quando desenvolve um projeto de pesquisa, o estudante pode aproveitar o que estudou em história, física e química. É vivendo a experiência da busca que ele consegue aprender de forma integrada”. Desde 2012, o programa mais que triplicou a quantidade de envolvidos, que já somam 25,6 mil estudantes em 87 escolas.
O ensino médio redesenhado no Ceará
tabela (2)
Novo curso, novo aluno, novo professor
Para que a escola se apresentasse como um espaço para o aluno se manifestar e ter autonomia em seu próprio aprendizado, foi preciso olhar de uma outra maneira também para a formação de professores. Isso porque o professor do Núcleo exerce um papel de agente mobilizador e articulador dentro das escolas, atuando com os demais docentes e com a equipe gestora, formada por diretor e coordenadores pedagógicos.
Ao longo de 2012, equipes do Instituto Aliança e dos professores que deram o pontapé inicial dos núcleos desenvolveram atividades diversas, com foco em cinco grandes ações: 1) articulação de gestores, professores do Núcleo, professores da Escola, técnicos da Seduc; 2) criação e estruturação do material didático-pedagógico; 3) capacitação por imersão, continuada e em serviço 4) monitoramento e avaliação do processo e 5) sistematização da prática.
“A metodologia busca provocar no professor uma reflexão sobre suas práticas, crenças e sobre seu olhar diante de alunos com multiplicidade de sonhos e de desejos com os quais ele vai ter que conviver na escola”
O conteúdo oferecido pelo Núcleo é implantado gradativamente até completar o ciclo do ensino médio. São duas aulas semanais de duas horas para o Desenvolvimento de Práticas Sociais (DPS) acompanhadas de uma hora de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), que facilitam a aquisição de habilidades digitais necessárias para a elaboração das pesquisas.
“A metodologia busca provocar no professor uma reflexão sobre suas práticas, crenças e sobre seu olhar diante de alunos com multiplicidade de sonhos e de desejos com os quais ele vai ter que conviver na escola”, explica Eveline Corrêa, coordenadora do Instituto Aliança. Segundo ela, o importante é que o docente entenda que isso também representa um ganho, e não um problema. “Se tentar pela força, nunca vai chegar a um diálogo genuíno”.
Para tratar do impacto das dificuldades enfrentadas no dia a dia em sala de aula, a formação de professores tem como foco o desenvolvimento da autoestima do docente. Esse acaba sendo o maior desafio para o professor do Núcleo, segundo a professora Ana Izabela Nascimento, da Escola Estadual de Ensino Médio João Mattos, localizada no bairro Montese, em Fortaleza, no Ceará. “A relação entre professor e aluno numa disciplina de Núcleo é sempre holística, porque está sempre na construção do Eu. Você está mudando sua maneira de pensar e sua subjetividade”, diz. Ela conta que um facilitador de sua relação com os estudantes foi a proximidade. “A principal conquista aconteceu quando eles perceberam que eu estava disponível sempre que eles precisavam. O trabalho não aconteceu somente na escola, mas também quando eu estava em casa aos finais de semana, com emails, leituras e tutorias”.
O caminho para inserção da nova metodologia também precisa vencer alguns obstáculos. Dentro das próprias escolas, existem professores que criticam a proposta que supostamente tira espaço de matérias cognitivas como física e matemática e “do conteúdo para o Enem”. Além disso, o trabalho de formação que é intencionalmente mais participativo e questionador, deixa alguns com o “pé atrás”. “Eles começam o ano questionando, mas mudam quando chega a época da apresentação das pesquisas e percebem os meninos mais motivados”, diz Eveline.
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Ao mesmo tempo em que tenta tirar o educador da “zona de conforto”, a metodologia o abastece para garantir maior segurança, com matriz curricular, fichas pedagógicas e planos de aula. Além do material teórico, a formação docente é apoiada em dinâmicas de grupo, supervisão técnica e estudos temáticos. Nas reuniões, discute-se, por exemplo, o papel da escola pública e do ensino médio e os professores participam de experiências que depois realizarão com seus alunos. Logo no terceiro encontro de formação, acontece o exercício chamado “Memória fotográfica”, quando cada educador apresenta ao grupo uma fotografia marcante de seu passado. “Essa atividade fala muito e fortalece o pertencimento e a identidade, porque eles passam a ser reconhecidos por aquilo em que se dizem fortes”, diz Eveline. Ao reproduzir a atividade com seus aluno, o professor já “sentiu na pele” os seus resultados.
Por conta de experiências como essa, a professora Maria Flávia Coelho, do primeiro ano da escola João Mattos, se diz transformada. Ela conta que sempre se preocupou em inovar e “não deixar alunos parados”, mas essa formação específica para o Núcleo a ajudou a adotar um novo posicionamento na sala de aula. “A preocupação com o bem-estar do aluno e seu protagonismo era o que faltava. Hoje ainda dou aula de geografia em outra escola e percebo como mudei nas minhas ações”. A estratégia tem dado resultados com estudantes cada vez mais comunicativos e tomando a iniciativa para envolver os demais em debates e atividades em grupo. “Eu lembro da escola da Ponte, em Portugal, em que educadores atuam como colaboradores. Hoje em dia, não cabe mais o autoritarismo em sala de aula. Autoridade é importante, porém ter na cabeça que você é um colaborador muda a forma de ver o aluno. Você passa a respeitar, a entrar na vida do aluno e a entender por que ele não participou hoje, mas vai participar na próxima aula”.
Precismos aprender ainda mais sobre o assunto!!!


quinta-feira, 30 de março de 2017

DISLEXIA: Será que é?

Muito se ouve falar mas será que é?Vejamos algumas dicas de quando se deve procurar ajuda!

Dislexia, antes de qualquer definição, é um jeito de ser e de aprender; reflete a expressão individual de uma mente, muitas vezes arguta e até genial, mas que aprende de maneira diferente...Pais e professores devem estar atentos aos primeiros sinais:
Na Primeira Infância:
1 - atraso no desenvolvimento motor desde a fase do engatinhar, sentar e andar;
2 - atraso ou deficiência na aquisição da fala, desde o balbucio á pronúncia de palavras;
3 - parece difícil para essa criança entender o que está ouvindo;
4 - distúrbios do sono;
5 - enurese noturna;
6 - suscetibilidade à alergias e à infecções;
7 - tendência à hiper ou a hipo-atividade motora;
8 - chora muito e parece inquieta ou agitada com muita freqüência;
9 - dificuldades para aprender a andar de triciclo;
10 - dificuldades de adaptação nos primeiros anos escolares.


A Partir dos Sete Anos de Idade:
1 - pode ser extremamente lento ao fazer seus deveres:
2 - ao contrário, seus deveres podem ser feitos rapidamente e com muitos erros;
3 - copia com letra bonita, mas tem pobre compreensão do texto ou não lê o que escreve;
4 - a fluência em leitura é inadequada para a idade;
5 - inventa, acrescenta ou omite palavras ao ler e ao escrever;
6 - só faz leitura silenciosa;
7 - ao contrário, só entende o que lê, quando lê em voz alta para poder ouvir o som da palavra;
8 - sua letra pode ser mal grafada e, até, ininteligível; pode borrar ou ligar as palavras entre si;
9 - pode omitir, acrescentar, trocar ou inverter a ordem e direção de letras e sílabas;
10 - esquece aquilo que aprendera muito bem, em poucas horas, dias ou semanas;
11 - é mais fácil, ou só é capaz de bem transmitir o que sabe através de exames orais;
12 - ao contrário, pode ser mais fácil escrever o que sabe do que falar aquilo que sabe;
13 - tem grande imaginação e criatividade;
14 - desliga-se facilmente, entrando "no mundo da lua";
15 - tem dor de barriga na hora de ir para a escola e pode ter febre alta em dias de prova;
16 - porque se liga em tudo, não consegue concentrar a atenção em um só estímulo;
17 - baixa auto-imagem e auto-estima; não gosta de ir para a escola;
18 - esquiva-se de ler, especialmente em voz alta;
19 - perde-se facilmente no espaço e no tempo; sempre perde e esquece seus pertences;
20 - tem mudanças bruscas de humor;
 
21 - é impulsivo e interrompe os demais para falar;
22 - não consegue falar se outra pessoa estiver falando ao mesmo tempo em que ele fala;
23 - é muito tímido e desligado; sob pressão, pode falar o oposto do que desejaria;
24 - tem dificuldades visuais, embora um exame não revele problemas com seus olhos;
25 - embora alguns sejam atletas, outros mal conseguem chutar, jogar ou apanhar uma bola;
26 - confunde direita-esquerda, em cima-em baixo; na frente-atrás;
27 - é comum apresentar lateralidade cruzada; muitos são canhestros e outros ambidestros;
28 - dificuldade para ler as horas, para seqüências como dia, mês e estação do ano;
29 - dificuldade em aritmética básica e/ou em matemática mais avançada;
30 - depende do uso dos dedos para contar, de truques e objetos para calcular;
31 - sabe contar, mas tem dificuldades em contar objetos e lidar com dinheiro;
32 - é capaz de cálculos aritméticos, mas não resolve problemas matemáticos ou algébricos;
33 - embora resolva cálculo algébrico mentalmente, não elabora cálculo aritmético;
34 - tem excelente memória de longo prazo, lembrando experiências, filmes, lugares e faces;
35 - boa memória longa, mas pobre memória imediata, curta e de médio prazo;
36 - pode ter pobre memória visual, mas excelente memória e acuidade auditivas;
37 - pensa através de imagem e sentimento, não com o som de palavras;
 
38 - é extremamente desordenado, seus cadernos e livros são borrados e amassados;
39 - não tem atraso e dificuldades suficientes para que seja percebido e ajudado na escola;
40 - pode estar sempre brincando, tentando ser aceito nem que seja como "palhaço" ;
41 - frustra-se facilmente com a escola, com a leitura, com a matemática, com a escrita;
42 - tem pré-disposição à alergias e à doenças infecciosas;
43 - tolerância muito alta ou muito baixa à dor;
44 - forte senso de justiça;
45 - muito sensível e emocional, busca sempre a perfeição que lhe é difícil atingir;
46 - dificuldades para andar de bicicleta, para abotoar, para amarrar o cordão dos sapatos;
47 - manter o equilíbrio e exercícios físicos são extremamente difíceis para muitos disléxicos;
48 - com muito barulho, o disléxico se sente confuso, desliga e age como se estivesse distraído;
49 - sua escrita pode ser extremamente lenta, laboriosa, ilegível, sem domínio do espaço na página;
50 - cerca de 80% dos disléxicos têm dificuldades em soletração e em leitura.