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domingo, 14 de setembro de 2025

🌱 Projeto Sustentabilidade e Conscientização na Escola

A escola é um espaço privilegiado de aprendizado e transformação social. Pensando nisso, nasceu o Projeto Sustentabilidade e Conscientização na Escola, uma iniciativa que busca envolver estudantes, professores e comunidade em ações voltadas para o cuidado com o meio ambiente e a construção de um futuro mais equilibrado e responsável.



Com atividades que acontecem ao longo do ano letivo, o projeto tem como foco principal promover a educação ambiental de forma prática e significativa, estimulando a reflexão sobre os impactos das nossas atitudes no planeta e incentivando mudanças de hábitos no dia a dia.

🌍 Objetivos do Projeto

  • Conscientizar sobre a importância da preservação dos recursos naturais.

  • Incentivar práticas sustentáveis dentro e fora da escola.

  • Desenvolver valores de cidadania, respeito e responsabilidade socioambiental.

  • Estimular a criatividade por meio de projetos e oficinas com materiais recicláveis.

📚 Atividades e Metodologia

O projeto será desenvolvido por meio de palestras, oficinas, campanhas educativas, plantio de árvores, coleta seletiva, reaproveitamento de materiais e ações colaborativas. Além disso, os alunos terão a oportunidade de participar de pesquisas, rodas de conversa e apresentações culturais, fortalecendo o senso de pertencimento e de cooperação.

🌿 Por que é importante?

Em um mundo marcado por desafios ambientais, é essencial formar cidadãos conscientes e preparados para tomar decisões mais sustentáveis. Pequenas atitudes, quando multiplicadas, geram grandes transformações. O projeto mostra que a mudança começa dentro da escola, mas pode alcançar toda a comunidade.

🤝 Convite à Comunidade

O Projeto Sustentabilidade e Conscientização na Escola não é apenas para os estudantes, mas também para as famílias e a comunidade local. Juntos, podemos construir um ambiente mais saudável, justo e sustentável para todos.

👉 Acompanhe nossas atividades, participe das ações e seja parte dessa transformação!




quinta-feira, 4 de junho de 2020

Semana do Meio Ambiente 2020

Olá amores aqui deixarei os slides da aula de Ciências das turmas de 7º a 9º anos do Ensino Fundamental da Escola Governador Waldemar Alcantara - Pentecoste -CE!!!















Semana do Meio Ambiente 2020

Sustentabilidade e meio ambiente: entenda a relação

Podemos dizer que sustentabilidade e meio ambiente sempre “andam de mãos dadas”.  A sustentabilidade é basicamente a capacidade que o ser humano possui de usufruir dos recursos naturais presentes no planeta sem compromete-los para as gerações futuras. Quando falamos de recursos naturais, estamos nos referindo basicamente ao meio ambiente, pois tudo que utilizamos no nosso dia-dia depende diretamente ou indiretamente dele. Preservar o meio ambiente, dessa forma, se torna um dos principais princípios da sustentabilidade.

O significado de sustentabilidade é complexo e envolve uma série de variáveis independentes entre si. Porém, todos os processos e aspectos sociais, energéticos, econômicos e ambientais estão diretamente envolvidos nesse conceito.

Os chamados pilares da sustentabilidade

Se atentar a detalhes relacionados à sustentabilidade e meio ambiente é importante para qualquer atividade exercida pela sociedade. Esses princípios se aplicam para qualquer empreendimento. Na agricultura, os sistemas de produção agrícolas sustentáveis devem seguir os chamados quatro pilares da sustentabilidade, sendo eles: Ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e tecnicamente aplicável.

Dependendo do autor, esses princípios costumam variar um pouco. Há autores que sugerem o culturalmente diverso e também aqueles que falam apenas de três pilares (econômico, ambiental e social).

Qual a relação entre a produção agrícola, sustentabilidade e meio ambiente?

sustentabilidade e meio ambiente tem sido um dos principais enfoques na agricultura nas últimas décadas. A comunidade de pesquisadores, agricultores, agrônomos e demais profissionais tem buscado incessantemente sistemas de produção agrícola que possam aliar os quatro pilares da sustentabilidade e ao mesmo tempo garantir a boa produtividade agrícola e o lucro para o produtor.

Em um mundo industrializado e competitivo, onde a demanda por alimentos e maiores produções cresce cada vez mais, o cuidado e preocupação com o meio ambiente acaba sendo deixado de lado e o lucro econômico acaba se tornando o único objetivo da produção agrícola. Por esse motivo, muitas práticas como utilização de monoculturas de soja, revolvimentos ocasionais do solo e uso excessivo de pesticidas tem se tornado comum na agricultura principalmente no Brasil onde o ataque de pragas e doenças é intenso devido ao clima favorável.

O que a comunidade agrícola tem feito para superar esses desafios?

Grande parte dos problemas enfrentados na agricultura podem ser controlados através de práticas sustentáveis de produção agrícola como o sistema plantio direto. Sistemas integrados de produção, como integração lavoura-pecuária, lavoura-pecuária-floresta e sistemas de consórcio têm se destacado pela sua eficiência tanto no aumento da lucratividade do produtor como na promoção e preservação da sustentabilidade e meio ambiente.

No entanto são poucas as áreas que fazem o uso das técnicas, e muitas das que utilizam não as fazem apropriadamente.

Como agir diante dessa situação?

O aquecimento global causado pelo aumento do efeito estufa tem se tornado uma das principais preocupações da humanidade. Dessa forma, a utilização te técnicas tanto na agricultura quanto em qualquer outro setor que promova a preservação do meio ambiente tem se tornado cada vez mais necessário. No artigo “Agricultura Brasileira no Aquecimento Global”, falamos um pouco mais sobre como o Brasil tem contribuindo para a sustentabilidade da produção agrícola e no combate ao aquecimento global, além dos desafios e metas a serem alcançados.

E você, qual a sua opinião sobre a relação entre sustentabilidade e meio ambienteCompartilhe suas experiências conosco.




Semana do Meio Ambiente 2020

Hoje vamos trazer dicas para você preservar o Meio Ambiente!

10 dicas importantes para preservar o meio ambiente

Entre as dicas mais importantes para preservar o meio ambiente, destacam-se a economia de água e energia, bem como a reciclagem do lixo.

Todos nós sabemos que o planeta Terra não está bem! Estamos observando de perto as mudanças climáticas e, infelizmente, estamos sofrendo diretamente com todo o impacto negativo que o homem causa ao planeta. Fato é que não podemos só observar todas as mudanças, devemos buscar melhorias.

Você deve estar pensando: Como eu, uma única pessoa, posso salvar o planeta? Realmente não é uma tarefa fácil, entretanto, pequenos gestos ajudam a preservar o meio ambiente e fazer desse planeta um lugar melhor para as futuras gerações.

Veja a seguir 10 dicas importantes para preservar o meio ambiente:

1. Preserve as árvores. Não realize podas ilegais e nunca desmate uma área. É importante também não colocar fogo em propriedades, pois isso pode atingir matas preservadas.

2.Cuide bem dos cursos de água. Nunca coloque lixo em rios, lagos e outros ambientes aquáticos e, principalmente, preserve a mata em volta desses locais. Essa mata protege contra erosão e assoreamento.

3.Não pesque em épocas de reprodução e obedeça às regras que indicam a quantidade de pescado permitida. Também é importante não realizar a caça ilegal.

4.Nunca compre animais silvestres sem registro. Ao comprar animais ilegais, você está construindo para o tráfico de animais, um problema mundial que afeta a biodiversidade de uma região, podendo até mesmo levar espécies à extinção.

5.Cuide bem do seu lixo. Nunca jogue lixo no chão, importando-se sempre com o destino adequado dele. Separar o lixo reciclável é importante para diminuir a quantidade de lixo nas grandes cidades.

6.Reutilize, reaproveite e recicle tudo que for possível. Caixas e plásticos, por exemplo, podem ser utilizados para acondicionar alguns objetos. Roupas que você não utiliza mais podem ser doadas. Alguns produtos podem virar itens de decoração. O importante é sempre ter em mente que quanto mais diminuímos a nossa produção de lixo, mais preservamos o meio ambiente.

7.Reduza o consumo de água. Para isso, basta criar maneiras de aproveitar melhor água, como reutilizar a água da máquina de lavar, armazenar a água da chuva, não lavar calçadas com água e diminuir o tempo de banho.

8.Reduza o consumo de energia elétrica. Evite o consumo exagerado, lembrando-se sempre de deixar aparelhos desligados quando não estiverem sendo usados e apagar as luzes que estão iluminando ambientes desnecessários.

9.Evite andar apenas de carro. Os carros poluem o meio ambiente, por isso, sempre que possível, opte por deixar o carro em casa. Você sempre pode optar por utilizar o transporte público de sua região, criar sistemas de caronas, andar de bicicleta ou ainda ir a pé, dependendo da distância a ser percorrida.

10.Compre apenas o necessário. A dica aqui é sempre se perguntar antes de uma compra: Eu realmente preciso? A produção exagerada de produtos ocasiona a exploração de nossos recursos de maneira descontrolada. Assim sendo, só consuma o necessário e só adquira produtos realmente importantes.

Viu só? Com dicas simples, você pode preservar o meio ambiente e ajudar o planeta!!


terça-feira, 2 de junho de 2020

Semana do Meio Ambiente 2020

Estamos na Semana do Meio Ambiente . Se você é apaixonado pela natureza e pelo planeta? Então não deixe de conferir este post.
 Listamos aqui as 23 melhores frases de sustentabilidade já ditas ao redor do mundo. É imperdível!

Já abordamos diversas vezes aqui no blog o conceito da sustentabilidade e as diversas formas de aplicá-la em nosso dia a dia.

Mas o que será que as pessoas pensam a respeito da sustentabilidade ao redor do mundo? Será que elas se importam? Quem são os maiores influenciadores e ambientalistas que lutam pela causa?





Os autores são de diferentes países e estilos de vida, mas todos têm uma coisa em comum: o seu amor e respeito pela natureza e pela vida!

Confira a seguir:

1.       “Seja a mudança que você quer ver no mundo”. – Mahatma Gandhi

2.      “Ambiente limpo não é o que mais se limpa e sim o que menos se suja”. – Chico Xavier

3.      “Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não haveria pobreza no mundo e ninguém morreria de fome”. – Mahatma Gandhi

4.      “Quando a última árvore for derrubada, quando o último rio for envenenado, quando o último peixe for pescado, só então nos daremos conta de que dinheiro não se come”. – Provérbio Indígena

5.      “O custo do cuidado é sempre menor que o custo do reparo”. – Marina Silva

6.      “Revolucionário é todo aquele que quer mudar o mundo e tem a coragem de começar por si mesmo”. – Sérgio Vaz

7.      “Tentamos proteger a árvore, esquecidos de que ela é que nos protege”. – Carlos Drummond de Andrade

8.     “Semear ideias ecológicas e plantar sustentabilidade é ter a garantia de colhermos um futuro fértil e consciente”. – Sivaldo Filho

9.      “O maior de todos os erros é não fazer nada só porque se pode fazer pouco. Faça o que lhe for possível”. – Sydney Smith

10.  “Chegará um dia no qual os homens conhecerão o íntimo dos animais. E, nesse dia, um crime contra um animal será considerado crime contra a humanidade”. – Leonardo da Vinci

11.   “Os que são loucos o suficiente para pensar que podem mudar o mundo, são aqueles que realmente o fazem”. – Steve Jobs

12.  “Nós vivemos na terra como se tivéssemos outra para ir”. – Terry Swearingen

13.  “O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente”. – Mahatma Gandhi

14.  “Não tenha medo de ir devagar, só tenha medo de ficar parado”. – Provérbio Chinês

15.  “Um livro, uma caneta, uma criança e um professor podem mudar o mundo”. – Malala Yousafzai

16.  “A falta de amor é a maior de todas as pobrezas”. – Madre Teresa de Calcutá

17.   “Olho por olho e o mundo acabará cego”. – Mahatma Gandhi

18.  “Do ponto de vista do planeta, não existe jogar lixo fora, porque não existe fora”. – Autor Desconhecido

19.  “A água de boa qualidade é como a saúde ou a liberdade, só tem valor quando acaba”. – Guimarães Rosa

20. “Uma nação que destrói seu território, destrói a si mesma”. – Franklin Roosevelt

21.  “Todas as flores do futuro estão contidas nas sementes de hoje”. – Provérbio Chinês

22. “O coração do homem, quando longe da natureza, endurece”. – Ditado Lakota

23. “Eu não sou um ambientalista, eu sou um guerreiro da terra”. – Autor Desconhecido

E aí, qual a sua frase sobre sustentabilidade favorita?

Difícil escolher só uma, não é mesmo?

Por fim, depois de conhecer todas essas frases de sustentabilidade inspiradoras, tenha sempre em mente: semear ideias é tão importante quanto semear plantas! ?

Passe adiante toda informação que você tem. Compartilhe com seus amigos. Mostre o quanto você se importa com o futuro do planeta. Explique a importância disso.

Você certamente estará contribuindo para o florescimento de uma ótima causa! ??

Ah, e se você conhece outras frases de sustentabilidade que não constam em nossa lista, conta pra gente no espaço pra comentários logo abaixo. Nos ajude a contribuir com um mundo melhor ?

Se você quer receber mais conteúdos como este em primeira mão, diretamente em seu e-mail.

 Fique por dentro do mundo da sustentabilidade e leve uma vida mais leve! ”





segunda-feira, 1 de junho de 2020

Semana do Meio Ambiente 2020

A Semana Nacional do Meio Ambiente é comemorada na primeira semana do mês de junho, quando no dia 5 se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Esta semana de conscientização foi criada, no Brasil, pelo Decreto nº 86.028, de 27 de maio de 1981. O objetivo era complementar a celebração ao Dia do Meio Ambiente instituído pela ONU.

A iniciativa visa incluir a sociedade na discussão de pautas que tratem da preservação do patrimônio natural do Brasil.

Dia mundial do meio ambiente

Esta data foi criada pela Organização das Nações Unidas – ONU, durante a Conferência de Estocolmo, na Suécia, que aconteceu entre 5 e 16 de junho de 1972.

A proposta desta data é chamar a atenção de todos os governos mundiais e da população sobre a necessidade de implantar medidas emergenciais para prevenir a degradação do meio ambiente.

Atividades para desenvolver nesta semana

O principal objetivo da Semana Nacional do Meio Ambiente é conscientizar a comunidade sobre a importância de preservar os diferentes tipos de ecossistemas. Entre os meios mais utilizados para isso, destaca-se:

  • Palestras nas escolas sobre conscientização para o consumo sustentável;
  • Workshops abertos ao público sobre reciclagem doméstica;
  • Apresentação de projetos de eco-sustentabilidade;
  • Coleta de lixo nas praias e parques;
  • Plantio de mudas de árvores em campos e parques públicos;
  • Limpeza de hortas e jardins.

Frases para usar na semana nacional do meio ambiente

  • "O homem destrói a natureza na justificativa de sobreviver; a natureza luta para sobreviver para garantir a sobrevivência do homem."
  • "A natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a sua ganância." (Gandhi)
  • "Se soubesse que o mundo se acaba amanhã, eu ainda hoje plantaria uma árvore." (Martin Luther King Jr.) 





domingo, 25 de agosto de 2019

Um tema importante...


Sustentabilidade e meio ambiente: entenda a relação



Podemos dizer que sustentabilidade e meio ambiente sempre “andam de mãos dadas”.  A sustentabilidade é basicamente a capacidade que o ser humano possui de usufruir dos recursos naturais presentes no planeta sem compromete-los para as gerações futuras. Quando falamos de recursos naturais, estamos nos referindo basicamente ao meio ambiente, pois tudo que utilizamos no nosso dia-dia depende diretamente ou indiretamente dele. Preservar o meio ambiente, dessa forma, se torna um dos principais princípios da sustentabilidade.
O significado de sustentabilidade é complexo e envolve uma série de variáveis independentes entre si. Porém, todos os processos e aspectos sociais, energéticos, econômicos e ambientais estão diretamente envolvidos nesse conceito.
Os chamados pilares da sustentabilidade
Se atentar a detalhes relacionados à sustentabilidade e meio ambiente é importante para qualquer atividade exercida pela sociedade. Esses princípios se aplicam para qualquer empreendimento. Na agricultura, os sistemas de produção agrícolas sustentáveis devem seguir os chamados quatro pilares da sustentabilidade, sendo eles: Ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e tecnicamente aplicável.
Dependendo do autor, esses princípios costumam variar um pouco. Há autores que sugerem o culturalmente diverso e também aqueles que falam apenas de três pilares (econômico, ambiental e social).

Qual a relação entre a produção agrícola, sustentabilidade e meio ambiente?
sustentabilidade e meio ambiente tem sido um dos principais enfoques na agricultura nas últimas décadas. A comunidade de pesquisadores, agricultores, agrônomos e demais profissionais tem buscado incessantemente sistemas de produção agrícola que possam aliar os quatro pilares da sustentabilidade e ao mesmo tempo garantir a boa produtividade agrícola e o lucro para o produtor.
Em um mundo industrializado e competitivo, onde a demanda por alimentos e maiores produções cresce cada vez mais, o cuidado e preocupação com o meio ambiente acaba sendo deixado de lado e o lucro econômico acaba se tornando o único objetivo da produção agrícola. Por esse motivo, muitas práticas como utilização de monoculturas de soja, revolvimentos ocasionais do solo e uso excessivo de pesticidas tem se tornado comum na agricultura principalmente no Brasil onde o ataque de pragas e doenças é intenso devido ao clima favorável.
O que a comunidade agrícola tem feito para superar esses desafios?
Grande parte dos problemas enfrentados na agricultura podem ser controlados através de práticas sustentáveis de produção agrícola como o sistema plantio direto. Sistemas integrados de produção, como integração lavoura-pecuária, lavoura-pecuária-floresta e sistemas de consórcio têm se destacado pela sua eficiência tanto no aumento da lucratividade do produtor como na promoção e preservação da sustentabilidade e meio ambiente.
No entanto são poucas as áreas que fazem o uso das técnicas, e muitas das que utilizam não as fazem apropriadamente.

Como agir diante dessa situação?
O aquecimento global causado pelo aumento do efeito estufa tem se tornado uma das principais preocupações da humanidade. Dessa forma, a utilização te técnicas tanto na agricultura quanto em qualquer outro setor que promova a preservação do meio ambiente tem se tornado cada vez mais necessário. No artigo “Agricultura Brasileira no Aquecimento Global”, falamos um pouco mais sobre como o Brasil tem contribuindo para a sustentabilidade da produção agrícola e no combate ao aquecimento global, além dos desafios e metas a serem alcançados.

E você, qual a sua opinião sobre a relação entre sustentabilidade e meio ambiente



segunda-feira, 3 de junho de 2019

Caatinga- nosso Bioma exclusivo

Caatinga: como preservar o único bioma exclusivamente brasileiro?

O principal bioma do sertão nordestino, a caatinga, possui características incomparáveis e é o único que é encontrado exclusivamente no Brasil. Ainda assim, o espaço já perdeu quase metade da sua biodiversidade por conta do desmatamento acelerado.
O bioma da caatinga apresenta a vegetação bastante seca, com espinhos e poucas folhas. Quando acontecem as chuvas, este cenário muda! 

Ocupando aproximadamente 11% de todo o território nacional, a caatinga é o único bioma exclusivo do Brasil! Só tem ele aqui… Apesar da sua importância e riqueza em biodiversidade, o bioma tem sido desmatado de forma acelerada nos últimos anos. Principalmente por conta do consumo de lenha de forma ilegal e insustentável. Da sua área original, o bioma já perdeu praticamente a metade para o desmatamento: 46%. Diante deste cenário, quais alternativas seriam aplicáveis para a resolução deste quadro?

Como preservar e recuperar a caatinga?

A criação, a implementação e a fiscalização de UCs, Unidades de Conservação, é um passo importante a ser dado. Estes espaços são fundamentais para a proteção e recuperação de áreas de relevante interesse biológico, como as existentes na caatinga. A prova de que a ação é eficaz pode ser vista diretamente no bioma. Desde 2009, 3 novas UCs foram criadas, e como resultado, o bioma expandiu cerca de 7,5%. É importante destacar que as UCs criadas devem ser da categoria de Proteção Integral. Porque estas são mais restritivas quanto à interferência humana, auxiliando portanto na conservação da biodiversidade do local.

Realizando um manejo sustentável

Tendo em vista o cenário de desmatamento na região por conta da exploração de lenha, a realização de um manejo sustentável das espécies nativas da região é fundamental! A partir do momento que as indústrias passarem a utilizar a lenha legalizada, vinda de um manejo planejado, será possível movimentar a economia local e garantir a conservação de recursos naturais cada vez mais escassos. Ações como o monitoramento e penalização do desmatamento, principalmente em áreas relevantes, não devem ser deixadas de lado e devem ser constantes!
Ações e investimentos na sua conservação também devem acontecer, assim como acontecem na Amazônia! Não podemos ignorar o fato de que 27 milhões de pessoas vivem na região e que a maioria delas é carente e depende dos recursos vindos de lá.
Milhões de pessoas vivem na região da caatinga, mostrando que é possível investir em um manejo diferenciado do solo, que possa garantir a sobrevivência das pessoas no local.  
Milhões de pessoas vivem na região da caatinga, mostrando que é possível investir em um manejo diferenciado do solo, que possa garantir a sobrevivência das pessoas no local.

Só respeitamos o que conhecemos!

E para que tudo isso aconteça, precisamos de uma coisa fundamental: conhecimento! Infelizmente as informações que temos a respeito do bioma ainda são recentes, e por isso investimentos e ações para a sua conservação e manejo sustentável ainda são escassos. De acordo com informações do Ministério do Meio Ambiente, existe a possibilidade de transformar a Caatinga e o Cerrado, biomas bastante ameaçados em nosso País, em patrimônios nacionais. Certamente, a ação além de valorizar a biodiversidade encontrada no bioma, seria fundamental para a preservação e conservação dos mesmos.  


sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Resenha: Livros que tenho lido.

# Livro1- A história das coisas: da natureza ao lixo, o que acontece com tudo que consumimos – Annie Leonard


A informação e a consciência são importantes passos para o enfrentamento da crise ambiental. Se não se sabe da existência da crise ambiental ou se se acredita que ela não existe, pouco se pode fazer a respeito. Contudo, como observa a autora, “os indícios da crise ambiental são tão abundantes e alarmantes que cada vez menos pessoas ignoram os limites físicos do planeta”.
Essa grande trabalho desenvolvido por Annie Leonard, eleita Herói do Meio Ambiente pela revista Time, nos ajuda a entender os processos que criam, contribuem, agravam a crise ambiental.
Por meio de uma linguagem acessível e didática, essa prazerosa leitura passa por cinco etapas que possibilitam a perfeita compreensão do tema: extração, produção, distribuição, consumo e descarte.
Do ponto de vista econômico, lembra que “os economistas clássicos reconhecem o meio ambiente apenas como manancial ilimitado, barato ou gratuito de matéria prima para alimentar o crescimento econômico. No entanto, a economia é um subsistema do ecossistema da Terra. Qualquer sistema econômico é uma invenção humana. E qualquer invenção nossa é um subsistema da biosfera. Quando compreendemos isso, somos conduzidos a novas percepções [...] O que acontece quando um subsistema (no caso, o econômico) segue crescendo dentro de outro com tamanho fixo? Ele bate no teto. A economia em expansão vai de encontro aos limites da capacidade planetária de sustentar a vida” e adverte que “Se não reavaliarmos os sistemas de produção e extração e não modificarmos a forma como distribuímos, consumimos e descartamos nossas Coisas modelo que chamo de extrair-fazer-descartar –, o ritmo da economia matará o planeta”.
Aborda a questão demográfica: “o crescimento populacional é parte do problema: estudos apontam esse fator como uma das grandes razões para o aumento exponencial, nos últimos cinquenta anos, do esgotamento dos recursos naturais (árvores, minerais, água potável, pesca etc.). Nós levamos 200 mil anos para chegar ao número de 1 bilhão de pessoas no planeta, registrado no começo do século XIX; pouco mais de um século depois, em 1960, atingimos 3 bilhões; e, desde então, passamos do dobro disso, com os atuais 6,7 bilhões”.
Um dos motivos de a crise ambiental somente se agravar é lembrado pela autora, citando Einstein: “os problemas não podem ser resolvidos sob o mesmo paradigma em que foram criados”.
A autora foi a fundo nas pesquisas e nos revela: “Minhas viagens me fizeram perceber que o problema do lixo estava relacionado com a economia de materiais, que inclui: extração de recursos naturais, como mineração e exploração de madeira; laboratórios químicos e fábricas, onde as Coisas são projetadas e produzidas; grandes redes de lojas internacionais, para onde são transportadas; e astutos comerciais de televisão, criados com a ajuda de psicólogos para seduzir o consumidor [...] Aprendi ainda que todos esses processos fazem parte de uma mesma história que envolve desde entidades como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização Mundial do Comércio (OMC), até empresas do porte de Chevron, Wal-Mart e Amazon. Envolve ainda as tribos indígenas que protegem florestas tropicais no Equador, as costureiras haitianas que fabricam camisolas para a Disney, as comunidades ogonis que combatem a Shell, na Nigéria, e os camponeses dos algodoais do Uzbequistão. É o que o economista ambiental Jeffrey Morris resumiu, quando perguntei a ele como poderia contabilizar os custos de produção do meu laptop: “Pegue qualquer item, rastreie suas verdadeiras origens e você descobrirá que é necessária toda a economia para fazer qualquer coisa”.
Quanto ao desenvolvimento, termo que foi se perdendo com o passar do tempo, coloca-o nos trilhos ao traçar seus objetivos: “bem-estar humano e ambiental. Se mais infraestrutura, urbanização e consumo de recursos contribuem para tais objetivos, ocorre o desenvolvimento verdadeiro. Mas se começam a comprometer o bem-estar, isso é destruição”.
Aborda a importante e fundamental questão das externalidades negativas: “O preço nas etiquetas tem pouquíssimo a ver com os custos envolvidos na produção das Coisas. Seguramente, alguns dos custos diretos, como os relativos a mão de obra e matéria-prima, estão incluídos no preço, mas esses são inexpressivos se comparados aos custos ocultos externalizados, como a poluição da água potável, o impacto na saúde dos trabalhadores e das comunidades vizinhas às fábricas e as mudanças no clima global. Quem paga por isso? Às vezes são os cidadãos da região, que, nesse caso, têm que comprar água engarrafada, uma vez que a de sua torneira está contaminada. Ou os operários, que pagam do próprio bolso por tratamento de saúde. Ou as futuras gerações, que não contarão com florestas para, por exemplo, regular o ciclo das águas. Já que esses custos são pagos por pessoas e organismos externos às empresas responsáveis por gerá-los, são chamados de custos externalizados. Eu relato o custo externalizado de muitas Coisas neste livro e emprego várias vezes essa expressão”.
Não se esquece do fenômeno da privatização da água: “Muitas pessoas - eu, inclusive – temem que o crescente interesse da iniciativa privada que administra sistemas de abastecimento à base de lucro seja incompatível com o direito coletivo à água e com a administração hídrica sustentável. Por ser essencial à vida, a água deveria ser partilhada e distribuída de maneira justa. Programas de gerenciamento devem ser desenvolvidos, priorizando sustentabilidade de longo prazo, integridade ecológica, participação da comunidade na tomada de decisões e acesso justo, ao invés de lucro. Um movimento global pede que a água seja administrada publicamente e não gerida por empresas privadas, enquanto uma rede de ativistas por “ justiça hídrica” reivindica uma convenção obrigatória na ONU que assegure o direito à água para todos. O Comentário Geral n.15, adotado em 2002 pelo Comitê das Nações Unidas para Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, reconhece que o direito à água é pré-requisito para a compreensão de todos os outros direitos humanos e para viver com dignidade. Ainda assim, várias multinacionais trabalham para privatizar os sistemas públicos de abastecimento no mundo, tomando decisões baseadas em oportunidades de mercado e lucro potencial. Essas empresas querem expandir o mercado de água engarrafada e a venda de “volumes” que serão transportados por quilômetros até o destino. Quando as comunidades ficarem sem a própria água, serão forçadas a pagar pelo recurso oriundo de outras regiões. Por esse motivo, a revista Economist previu que “a água é o petróleo do século XXI”.
A mineração é vendida como grande sustentáculo da economia brasileira, contudo, na verdade o atual modelo representa uma atividade altamente atrasada e degradadora, nada compatível com a realidade e os anseios do século XXI: “Qual o grande problema de retirar esses recursos inanimados e nada carismáticos da terra? Para começar, há a questão da disponibilidade desses materiais para as futuras gerações. O que consumirmos hoje não crescerá novamente. O fato de nosso modelo econômico primário ser baseado no esgotamento dos recursos não renováveis, como os minerais, é um dos principais pontos cegos do PIB como medida viável de progresso. Conseguimos esses materiais minerando. Sob qualquer ponto de vista, a mineração é um grande atraso: para as pessoas e para o planeta. A céu aberto, em galerias, abaixo da superfície, não importa: são processos poluidores, dependentes de energia e água e quase sempre venenosos e sujos. Comunidades são despejadas de suas terras, os direitos dos trabalhadores são violados e os subprodutos tóxicos colocam a saúde de todos em perigo. E o impacto não acaba quando uma mina é fechada – continua durante anos. Seja de escavação profunda ou de subsuperfície, a mineração implica abrir túneis para o interior da terra. Embora essa provavelmente seja a imagem que venha à cabeça das pessoas quando pensam em mineração, a maior parte da atividade mineradora hoje transcorre em gigantescas minas abertas. A mineração a céu aberto fornece a maior parte dos minerais nos Estados Unidos, e dois terços dos metais em todo o mundo. Isso inclui diamantes, ferro, cobre, ouro e carvão, provenientes de minas imensas. Criar uma lavra a céu aberto significa derrubar árvores e desalojar os habitantes da região, humanos ou animais. Um estudo sobre a indústria de mineração na Índia comparou mapas florestais e minerais e descobriu que as maiores concentrações de carvão, bauxita (usada para fazer alumínio) e minério de ferro estão em áreas florestais, que abrigam a maior parte dos povos nativos e da biodiversidade do país. Nesse tipo de mineração, além dos seres vivos, todas as pedras e o solo que cobrem os valiosos minérios – o que a indústria chama de “entulho” – são removidos com instrumentos invasivos como escavadeiras, sondas, explosivos, caminhões. Os dejetos são empilhados, às vezes à altura de um arranha-céu – as minas a céu aberto produzem de oito a dez vezes mais dejetos que as subterrâneas. Chegar até o minério é só o início. Como mesmo o minério de alto nível contém apenas um pouco do metal puro ou do mineral desejado, ele precisa ser processado, o que envolve mais maquinaria, grande quantidade de água e substâncias químicas. Grande parte do minério termina como rejeito – em uma quantidade cada vez maior, à medida que as fontes de alta qualidade desaparecem. Segundo o relatório Dirty Metals, elaborado pelo Earthworks (grupo de defesa do meio ambiente especializado em questões de mineração) e pela Oxfam America, nos Estados Unidos o cobre extraído no início do século XX era composto de 2,5% de metal utilizável; hoje, a proporção caiu para 0,51%. Na extração do ouro, estima-se que apenas 0,00001% do minério seja realmente refinado em ouro.72 Substâncias químicas usadas no processamento contaminam ao menos 90 bilhões de toneladas de rejeitos de minério por ano no mundo, o equivalente a quase nove vezes a quantidade de lixo produzida no mesmo período por todas as cidades americanas. Poderíamos pensar que, dados todos os custos – da contaminação da água, do ar e do solo à assistência médica aos trabalhadores –, as mineradoras acabem não obtendo grandes lucros. No entanto, apenas uma quantidade ínfima dos custos reais é assumida pelas empresas; seus balanços quase nunca consideram a água ou a qualidade do ar. Aliás, minerar nas terras federais dos Estados Unidos é praticamente uma atividade gratuita Talvez seja possível extrair metais, carvão ou petróleo sem abusos ao meio ambiente e aos direitos humanos, mas eu ainda não presenciei isso. E, no caso dos metais pesados tóxicos – como chumbo e mercúrio – ou do petróleo, tirá-los do solo é só o primeiro problema. O uso desses recursos contribui para uma segunda geração de questões, já que muitos metais pesados são neurotoxinas, carcinógenos e toxinas reprodutivas (que diminuem a capacidade de gerar crianças saudáveis) [...] Vejamos os metais pesados encontrados na natureza. Nós os extraímos, os usamos em bens de consumo e os distribuímos em torno do planeta numa escala avassaladora. Por exemplo, as emissões de chumbo de fontes industriais são 27 vezes maiores do que as emissões por meios naturais. 91 Há uma razão por que a natureza guardou esses metais no subsolo, ao invés de circulá-los em sistemas biológicos: eles são extremamente tóxicos. Mesmo a exposição em baixos níveis a esses elementos químicos causa problemas neurológicos, reprodutivos e de desenvolvimento. Muitos deles, ao penetrarem num organismo vivo, permanecem ali por décadas até serem expelidos”.
Constata que já ultrapassamos os limites do planeta: “A Global Footprint Network (GFN) calcula a pegada ecológica de vários países e até do planeta. Após medir o uso de recursos naturais e de serviços oferecidos pelos ecossistemas, como regulação do clima e ciclos de água, chega à área necessária para sustentar esse uso. Segundo a GFN, o mundo hoje consome os recursos produzidos pelo equivalente a 1,4 Terra por ano (ou seja, o planeta precisaria de um ano e quatro meses para se recuperar do que é consumido anualmente).34 Isso corresponde a um planeta 40% maior do que o nosso! Como isso é possível? Essa difícil verdade inspirou a expressão one planet living [viver de um planeta], que se refere ao objetivo de redesenhar nossas economias e sociedades para vivermos bem dentro de nossos limites ecológicos. A GFN também identificou o dia de cada ano em que “extrapolamos”, ou seja, o dia além do qual passamos a consumir mais do que a Terra é capaz de regenerar naquele ano. O primeiro ano em que usamos mais do que o planeta poderia sustentar foi 1986. O Dia da Dívida Ecológica naquele ano foi 31 de dezembro. Menos de uma década depois, em 1995, a data em que alcançamos o limite havia recuado mais de mês: 21 de novembro. Na década seguinte, em 2005, o dia limite foi 2 de outubro. Trata-se de uma trajetória insustentável! Precisamos trilhar um caminho diferente, começando por desafiar a premissa de que a produção e o consumo de Coisas são, necessariamente, o motor da economia. O impulso para o consumo excessivo não pertence à natureza humana, e tampouco é um direito natural. Devemos contestar quando nos chamam de “nação de consumidores”; individual e coletivamente, somos muito mais do que isso. Para ajudar a ver uma saída para essa loucura consumista, é útil compreender quão deliberadamente a cultura e as estruturas que promovem o consumismo foram arquitetadas ao longo do último século”.
O Brasil e a Amazônia não poderiam ser deixados de fora, incluindo a insanidade da construção de megabarragens em pela floresta Amazônica, as quais servem para atender aos interesses da mineração: “as fundições em países ricos estão sendo gradativamente abandonadas em favor da construção de novas unidades em países que tenham também grandes áreas disponíveis, como Moçambique, Chile, Islândia e Brasil, ao longo do rio Amazonas. A construção de barragens, para alimentar as usinas, e de estradas, junto com toda a infraestrutura necessária, e mais os resíduos e as emissões após as usinas entrarem em funcionamento, tudo isso representa uma séria ameaça à vida humana, animal e vegetal, e ao clima. Por exemplo, uma fundição planejada para ser erguida na Islândia inundaria uma área com centenas de cachoeiras deslumbrantes e hábitat de renas, além de outras espécies vulneráveis. Glenn Switkes, da International Rivers, organização dedicada a proteger rios ao redor do mundo, explica que as produtoras de alumínio são a principal motivação do governo brasileiro para represar os maiores rios da Amazônia: “As empresas de alumínio estão indo para os trópicos porque os governos dos países em desenvolvimento lhes fornecem energia subsidiada das hidrelétricas. Essas barragens têm impactos irreversíveis na biodiversidade e desalojam milhares de habitantes ribeirinhos e povos indígenas”.
E as coisas não trazem felicidade? Não!: “Coisas não trazem felicidade. A felicidade reside em estar próximo da família, dos amigos, da natureza. Relacionamentos saudáveis com familiares, amigos, colegas e vizinhos já foram comprovados como fator determinante de felicidade, uma vez que as necessidades primárias estão sendo atendidas. Os estudos documentam que valores fortemente materialistas estão associados a uma redução generalizada do bem-estar das pessoas: desde baixa satisfação e baixa felicidade com a vida até depressão, ansiedade e problemas físicos, como dores de cabeça, distúrbios de personalidade, narcisismo e comportamento antissocial. Kasser mostra ainda como essas aflições terminam por alimentar mais consumo, já que, segundo a sabedoria popular, “fazer umas comprinhas sempre levanta o moral”. As pessoas acreditam nisso e, assim, recomeça o círculo vicioso”.
A contribuição do consumismo para a crise ambiental foi abordada: “O surgimento da sociedade de consumo não foi inevitável nem acidental. Pelo contrário, resultou da convergência de quatro forças: um conjunto de ideias que afirmam que a Terra existe para nosso usufruto; a ascensão do capitalismo moderno; a aptidão tecnológica; e o extraordinário acúmulo de riquezas pela América do Norte, onde o modelo de consumo massificado lançou raízes pela primeira vez. Mais diretamente, nosso comportamento consumista é resultado de propaganda sedutora, aprisionamento pelo crédito fácil, ignorância sobre as substâncias perigosas de muito do que consumimos, desintegração da comunidade, indiferença pelo futuro, corrupção política e atrofia de meios alternativos de subsistência [...] foi criada uma nova estratégia para manter os clientes comprando: a da obsolescência planejada, segundo a qual alguns bens devem ser “programados para o lixo”. Brooks Stevens, desenhista industrial americano a quem se atribui a popularização dessa expressão nos anos 1950, explica que se trata de “instigar no comprador o desejo de possuir algo um pouco mais novo, um pouco melhor e um pouco mais rápido que o necessário”.
O livro tem muito mais; é repleto de boas informações. Altamente recomendado, inclusive para aqueles da área jurídica, pois ilumina o estudo do Direito do Consumidor e do Direito Ambiental, áreas intrinsecamente conectadas (uma vez que o consumismo é o grande responsável pelo desequilíbrio ambiental), trazendo uma importante interface para incrementar o repertório do estudioso.