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sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Vamos falar sobre Vida?

 Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM, organiza nacionalmente o Setembro Amarelo®. O dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a campanha acontece durante todo o ano.

São registrados mais de 13 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 01 milhão no mundo. Trata-se de uma triste realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

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Com o objetivo de prevenir e reduzir estes números a campanha Setembro Amarelo® cresceu e hoje conquistamos o Brasil inteiro. Para isso, o apoio das nossas federadas, núcleos, associados e de toda a sociedade é fundamental.

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Como resultado de muito esforço, em 2016, garantimos espaços inéditos na imprensa e firmamos muitas parcerias. Conseguimos também iluminar monumentos históricos, pontos turísticos, pela primeira vez o Cristo Redentor, espaços públicos e privados no Brasil inteiro. Centenas de pessoas participaram de caminhadas e ações para a conscientização sobre este importante tema.

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Esta é uma página completa com material disponível para auxiliar a todos. Assim sendo, aproveite os nossos materiais e participe da nossa campanha durante todo o ano.

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São diversos materiais de uso público: Diretrizes para a Divulgação e Participação da Campanha Setembro Amarelo®, materiais online para download, a Cartilha Suicídio Informando para Prevenir e todo o material para a imprensa.















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São regist

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Campanha Outubro Rosa 2020

Cuidado com as mamas, carinho com seu corpo.

Além de incentivar as mulheres a terem hábitos de vída saudáveis, como praticar atividades físicas regularmente e evitar o consumo de bebidas alcoólicas e alimentos ultraprocessados, a campanha do Outubro Rosa 2020 do INCA/Ministério da Saúde lembra que elas devem ficar atentas a alterações suspeitas nas mamas e procurar uma unidade de saúde caso observem mudanças. 


Com o slogan “Cuidado com as mamas, carinho com seu corpo”, o Ministério da Saúde lançou, nesta quarta-feira (07/10), a campanha do Outubro Rosa de 2020. A ação busca conscientizar as mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Mesmo com a pandemia da Covid-19, o Sistema Único de Saúde (SUS) continuou com o atendimento e a oferta de tratamento adequado às pacientes.

Atendimento

O SUS oferta atenção integral à prevenção e ao tratamento do câncer de mama. O controle passa pelo diagnóstico precoce na Atenção Primária à Saúde e pelo rastreio mamográfico. Para o secretário Raphael Parente, o Ministério da Saúde está focado na redução do câncer de mama. “A Atenção Primária atua na promoção, na orientação da população sobre os fatores de risco, que são a obesidade e o consumo de álcool, além da questão do rastreio. O Ministério da Saúde está trabalhando forte para a ampliação”, afirmou o secretário de Atenção Primária.

É recomendado que mulheres sem sintomas ou sinais de doença com idade entre 50 a 69 anos façam o exame a cada dois anos. Ao ser atendida na Unidade Básica de Saúde (UBS), independentemente do motivo da procura, toda mulher nessa faixa etária será abordada para realização da mamografia.


Prevenção

Para este ano, são estimados 66.280 novos casos de câncer de mama em mulheres no Brasil. Para reverter esse número, a prevenção é essencial.

A amamentação é uma grande aliada: estima-se que o risco de desenvolver câncer de mama diminui de 4,3% a 6% a cada 12 meses de duração da amamentação. O Ministério da Saúde prevê investimentos de R$ 22,4 milhões para incentivo ao aleitamento materno. Entre as ações já realizadas, estão a Campanha Nacional de Amamentação, a implantação de Bancos de Leite Humano (BLH) e as reformas nas Unidade de Cuidados Intermediários Canguru (Ucinca).

Fazer atividades físicas com frequência, manter uma alimentação saudável, não ingerir bebidas alcoólicas e não fumar também são fatores que contribuem para o controle da doença. O Ministério da Saúde tem previsão de recursos financeiros na ordem de R$ 221,8 milhões para ampliar a atenção às pessoas com obesidade, diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica na Atenção Primária. Também será lançado, até o final do ano, o Guia de Atividade Física da População Brasileira.









sábado, 14 de março de 2020

Informações sobre o coronavirus- COVID-19

Conheça os sintomas, as formas de transmissão e saiba como se prevenir



A cada dia novos casos de Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, se confirmam no mundo. Até a tarde desta quinta-feira (12), o Brasil registrava 77 casos confirmados da doença e monitorava 1.422 situações suspeitas. Outros 1.163 casos já foram descartados.
Ontem (11), a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto de coronavírus como uma pandemia. O termo é utilizado quando uma epidemia – grande surto que afeta uma região – se espalha por diferentes continentes com transmissão sustentada de pessoa para pessoa. Atualmente, há mais de 115 países com casos declarados da infecção.
A Agência Brasil reuniu as principais dúvidas e perguntas sobre a Covid-19. Veja o que se sabe sobre a pandemia e sobre o vírus até agora:
O que é o novo coronavírus?
Coronavírus é uma família de vírus que pode causar danos em animais e em humanos. Em pessoas, pode resultar em infecções respiratórias que vão desde um resfriado até síndromes respiratórias agudas severas. O novo coronavírus (SARS-Cov-2) causa a doença denominada Covid-19, que teve início na China, em dezembro de 2019.
Quais são os sintomas?
Os sintomas do Covid-19 envolvem febre, cansaço e tosse seca. Parte dos pacientes pode apresentar dores, congestão nasal, coriza, tosse e diarreia. Alguns pacientes podem ser assintomáticos, ou seja, estarem infectados pelo vírus, mas não apresentarem sintomas. O Ministério da Saúde estima que os pacientes mais jovens são os mais passíveis de não apresentar qualquer sinal da doença.
Qual o período de incubação do vírus?
De acordo com a OMS, a estimativa é que o período de incubação seja de 1 a 14 dias. Ou seja, o vírus teria esse tempo para se manifestar. O mais comum é a manifestação por volta de cinco dias. Mas há pessoas que não apresentam sintomas.
Quais são os maiores problemas e os públicos mais vulneráveis?
A OMS calcula que 1 em cada 6 pacientes pode ter um agravamento do quadro, com dificuldades respiratórias sérias. No início de março, a taxa de letalidade era de 3,5%. Mas o Ministério da Saúde suspeita que pode ser menor, em razão de haver subnotificação dos casos em alguns países. Os públicos mais vulneráveis são idosos e pessoas com doenças crônicas (diabetes, pressão alta e doenças cardiovasculares).
Como ocorre a transmissão?
O contágio ocorre a partir de pessoas infectadas. A doença pode se espalhar desde que alguém esteja a menos de 2 metros de distância de uma pessoa com a doença. A transmissão pode ocorrer por gotículas de saliva, espirro, tosse ou catarro, que podem ser repassados por toque ou aperto de mão, objetos ou superfícies contaminadas pelo infectado.
O novo coronavírus pode ser transmitido pelo ar?
O novo coronavírus não é transmitido pelo ar a menos que um indivíduo chegue próximo a um paciente infectado a ponto de as formas de contaminação serem possíveis.
É possível pegar o Covid-19 de alguém sem sintomas?
De acordo com a OMS, as chances são pequenas, pois o vírus é transmitido por saliva, espirro, tosse ou catarro, elementos mais presentes quando uma pessoa está com gripe.
Animais de estimação podem transmitir o novo coronavírus?
Não. Não há evidência de que animais de estimação como gatos e cachorros tenham sido infectados ou possam espalhar o vírus que causa a Covid-19.
Quanto tempo o vírus pode durar em uma superfície?
A OMS informa que não há um tempo determinado, podendo ser de algumas horas a alguns dias. Pode haver diferença também em razão de condições como a temperatura. Por isso, caso alguém suspeite da contaminação de uma superfície ou objeto, a orientação é aplicar desinfetante.
Quais são as medidas de prevenção ao Covid-19?
O Ministério da Saúde explica que não há medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus e indica as seguintes medidas de prevenção:
- lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, ou usar desinfetante para as mãos à base de álcool quando a primeira opção não for possível;
- evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
- evitar contato próximo com pessoas doentes;
- ficar em casa quando estiver doente;
- usar um lenço de papel para cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, e descartá-lo no lixo após o uso;
- não compartilhar copos, talheres e objetos de uso pessoal;
- limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.
- manter ambientes bem ventilados e higienizar as mãos após tossir ou espirrar.
O uso de álcool gel para prevenção ao coronavírus é eficaz?
Sim. De acordo com o Conselho Federal de Química, o álcool gel é “eficiente desinfetante de superfícies/objetos e antisséptico para a pele”. O grau alcóolico recomendado para o efeito é de pelo menos 70%.
Preciso usar máscara para me proteger?
A máscara não tem efeito algum para pessoas sem o vírus. Ela deve ser utilizada por quem apresenta sintomas da doença, pois previne que alguém infectado espalhe o vírus e venha a contaminar outras pessoas. O uso também é recomendado para pessoas que tenham contato com indivíduos com suspeita ou confirmação do novo coronavírus. Máscaras também devem ser usadas por profissionais de saúde que atuem em locais com pacientes com suspeitas ou sintomas. Após o uso, a orientação é descartar a máscara em local adequado e lavar as mãos.
Estou com tosse, febre e dores. Preciso fazer exames para detectar se estou com Covid-19?
Pessoas que apresentem sintomas da doença devem procurar orientação médica, em especial, os postos de saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 42 mil postos de saúde espalhados pelo país são capazes de atender 90% dos casos de coronavírus. Estudos indicam que a grande maioria dos casos de Covid-19 são mais leves e poderiam ser atendidos nesse nível de atenção. A população pode buscar os serviços quando apresentar os sintomas iniciais do vírus, como febre baixa, tosse, dor de garganta e coriza. A partir do relato do paciente é que o médico decidirá sobre a necessidade de se fazer o teste para Covid-19. Atualmente, a recomendação das autoridades sanitárias é que sejam testados apenas os pacientes com sintomas respiratórios e que tenham tido contato com alguém infectado ou que tenham viajado para uma região onde há transmissão da doença. O exame só pode ser feito com solicitação médica. Ele é feito por hospitais públicos e privados e confirmado por laboratórios de referência espalhados pelo Brasil. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou que os planos de saúde deverão cobrir os testes realizados na rede privada.
Que instituições podem realizar os testes para Covid-19?
O teste é realizado após avaliação clínica do médico e a pedido dele. A pessoa deve procurar os postos de saúde mais próximos. Até a próxima semana, todos os 27 Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENs) do país estarão aptos a realizar a testagem para o coronavírus, segundo o Ministério da Saúde. A capacitação dos laboratórios estaduais está sendo realizada pelo Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que atua como Centro de Referência Nacional em vírus respiratórios junto ao Ministério da Saúde e integra o esforço nacional de vigilância e monitoramento dos casos de coronavírus. Atualmente, além dos laboratórios de referência nacional para testagem do coronavírus, a Fiocruz, no Rio de Janeiro, o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, e o Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará, os laboratórios centrais de São Paulo, Pará, Goiás e o Rio Grande do Sul já foram capacitados e estão testando para a doença.
Existe tratamento para a doença?
Segundo a OMS, 80% das pessoas se recuperam sem precisar de tratamento especial. Não há uma medicação que elimine o vírus. Mas há tratamento para mitigar o avanço da doença e diminuir o desconforto.
Antibióticos ou vitamina D previnem ou curam o novo coronavírus?
Não. Antibióticos não atuam contra o vírus. Da mesma forma, não há evidências científicas que atestem qualquer impacto sobre o vírus de doses de vitamina D.
Voltei de uma viagem internacional e visitei um país com casos de coronavírus. O que preciso fazer?
Caso apresente sintomas, procure uma unidade de saúde e informe a situação para receber orientação médica. A recomendação do Ministério da Saúde é esperar pelo menos 14 dias para avaliar a evolução do quadro de saúde.
O álcool gel é mais eficiente do que lavar as mãos?
Segundo o Ministério da Saúde, o álcool gel tem a vantagem de não apenas higienizar as mãos, mas também objetos com o qual a pessoa teve contato. Isso é especialmente importante para objetos e superfícies compartilhadas por várias pessoas, como em locais de trabalho. Contudo, na higienização das mãos, o ato de lavá-las corretamente (por bastante tempo e de forma detalhada, entre os dedos e debaixo das unhas) é suficiente. A orientação do ministério é que esse procedimento ocorra diversas vezes ao dia. Quem desejar aplicar também o álcool gel ganha um reforço a mais na proteção, mas esta não é uma condição para a higienização das mãos. 





quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Infecções Sexualmente Transmissíveis não ocorrem só carnaval

Homens e mulheres ainda ignoram riscos de doenças e não usam preservativos
O Carnaval está chegando e, com ele, as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) ganham mais destaque, em razão das campanhas oficiais de prevenção. No entanto, o problema é sério e precisa receber atenção durante o ano todo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima a ocorrência de mais de um milhão de casos por dia, em todo mundo. No Brasil, números do Ministério da Saúde mostram que há aumento na incidência de casos, com destaque para o papilomavírus (HPV) e a sífilis, principalmente entre jovens.
Para o médico urologista, Dr. Alexandre Rodrigues, do Hospital e Maternidade Dr. Christóvão da Gama (HMCG), que integra o Grupo Leforte, o crescimento da ISTs principalmente entre os jovens é motivado pelos riscos das relações sexuais desprotegidas. “O uso de preservativos na maioria das vezes ainda é visto como método contraceptivo (cerca de 70%) e não como forma de prevenção das doenças”, alerta.
O uso do preservativo, de acordo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ainda é um dos métodos mais efetivos para prevenir as infecções sexualmente transmissíveis quando usado de maneira correta. No entanto, vacinas, medicamentos preventivos e tratamentos pós-exposição, também ganham destaque na luta contra as doenças.
“Mesmo o preservativo, tanto feminino quanto masculino, sendo a melhor prevenção contra as Infecções Sexualmente Transmissíveis, por diversas razões, ainda há resistência no uso. É fundamental intensificar a conscientização sobre a importância do uso nas relações sexuais, pois com isso podemos evitar doenças graves, como a Aids, causada pelo HIV e o câncer pelo papilomavírus, entre outras enfermidades”, frisa Dr. Alexandre Rodrigues.
Um estudo epidemiológico sobre a prevalência nacional de infecção pelo HPV, denominado POP-Brasil, apresentado no ano passado, mostrou que o vírus e seus diferentes tipos eram predominantes de um total de 8.626 amostras válidas, entre uma população de homens e mulheres de 16 a 25 anos de idade.
No caso da sífilis, o último Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância Sanitária, do Ministério da Saúde, de 2017, aponta aumento constante no número de casos, tanto de sífilis em gestantes, quanto congênita (transmitida da mãe para o bebê durante a gravidez) e adquirida. Em 2016, foram notificados 87.593 casos de sífilis adquirida, 37.436 casos de sífilis em gestantes e 20.474 casos de sífilis congênita, com 185 óbitos.
A maior parte das notificações de sífilis adquirida ocorreu em indivíduos entre 20 e 29 anos (34,1%), seguidos da faixa entre 30 e 39 anos de idade (22,1%). As notificações de indivíduos nas faixas de 13 a 19 anos e 20 a 29 anos apresentam uma tendência de aumento desde 2010. Para se ter ideia, no período de 2010 e 2016, o incremento no percentual da faixa etária de 13 a 19 anos foi de 39,9% e, na faixa etária de 20 a 29 anos, de 13,8%.
O carnaval é festa, alegria e diversão garantida. Em todo o País, as pessoas costumam aproveitar os dias de folia para sair com os amigos, os crushes e, por vezes, fazer novos 'contatinhos'. Tudo isso é bom e fica ainda melhor se, numa relação mais íntima, houver consciência e prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
O alerta vale para a vida inteira, mas é nesse período do ano que as campanhas de prevenção se intensificam e os médicos reforçam a necessidade dos preservativos.
"A incidência [de casos] está mudando, porque há uma mudança de comportamento da sociedade", aponta o urologista Mauricio Rubinstein, doutor em medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Helio Magarinos Torres Filho, diretor médico do Richet Medicina & Diagnóstico e membro da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica, afirma que "a população em geral acaba 'relaxando' quanto à prevenção", o que faz aumentar a incidência de doenças que anteriormente tinham números estáveis, como a sífilis.
Torres Filho afirma que o número de exames laboratoriais para detecção de ISTs aumenta um pouco depois do carnaval, uma vez que elas se desenvolvem de sete a 15 dias após o contato. Isso seria um indício de que as infecções podem se espalhar mais facilmente nessa época festiva.

Sífilis e HIV

Os dois especialistas destacam o aumento de casos de sífilis nos últimos anos, doença curável, causada por uma bactéria e transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada ou para a criança durante a gestação ou parto.
Dados do Boletim Epidemiológico de Sífilis 2018, divulgado pelo Ministério da Saúde, mostram que a taxa de detecção de sífilis adquirida passou de 14,4 casos em 2012 para 58,1 em 2017 por 100 mil habitantes. Desde 2010 até junho de 2018 foram notificados 479.730 casos da doença.
"É uma doença que estava estável, é completamente prevenível e tratável, não teria motivo para aumentar. Isso é devido a pessoas que não se protegem", justifica o diretor médico.
A infecção pelo vírus HIV e casos de aids também aumentaram nos últimos anos, aponta outro boletim epidemiológico. De 2007 até junho de 2018, foram notificados 247.795 casos de infecção. O documento aponta que, entre os homens, observou-se um incremento na taxa de detecção na faixa de 15 a 19 anos, passando de três para sete casos, por 100 mil habitantes, entre 2007 e 2017. A maior taxa em 2017 foi de 50,9 casos entre eles, na faixa de 25 a 29 anos.
Rubinstein afirma que o aumento dessas doenças é observado tanto no sistema público quanto privado de saúde. "Não são doenças ligadas à questão socioeconômica, mas comportamental. E a geração mais jovem está entrando em atividade sexual encarando [as doenças] de forma diferente", diz o urologista.
Segundo ele, o fato de as ISTs terem tratamento faz com que as pessoas acreditem que, se forem infectadas, basta tratar, não sendo necessário o uso de preservativo. Além da sífilis, Rubinstein observa em consultório um aumento no número de pacientes com HPV e gonorreia nos últimos cinco anos.
Assim como a gonorreia, os especialistas citam a infecção por clamídia como outra doença cujos registros vêm aumentando. Eles explicam que os casos são subnotificados e Torres Filho justifica que, no caso das mulheres, nem sempre há sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce.

Campanhas de prevenção

Por tudo isso, os médicos veem como necessário o maior investimento em campanhas de prevenção. Neste carnaval, a Prefeitura de São Paulo dá continuidade à campanha Camisinha na Folia, lançada em 2001 e pertencente ao Programa Municipal de DST/Aids (PM DST/Aids), da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.
Somando todas as ações da campanha, o programa colocará à disposição dois milhões de camisinhas gratuitas.
Além do preservativo, a campanha reforça a divulgação da Profilaxia Pós-Exposição (PEP), que deve ser utilizada em até 72 horas após uma situação de risco de infecção pelo HIV, como a camisinha ter saído, rompido ou não ter sido utilizada, além de casos de violência sexual ou acidentes ocupacionais.


domingo, 22 de setembro de 2019

VAMOS FALAR DE UM ASSUNTO SÉRIO!!!

PREVENÇÃO AO SUICÍDIO!!!


Setembro ganha um cor especial em valorização à vida. O amarelo ilumina o mês e alerta sobre a importância da saúde mental e faz com que instituições se mobilizem na ação.
Assim, pessoas, coletivos, entidades, órgãos de saúde e a sociedade em geral recebe o alerta e têm a chance de participar de ações que deixam mais evidente a necessidade de falar sobre o suicídio e a saúde mental.

O que é o Setembro amarelo?

Setembro amarelo é uma campanha do Centro de Valorização da Vida que busca trazer o diálogo sobre o suicídio para a sociedade. Desde 2015 o mês busca a conscientização e a prevenção do suicídio.
No mundo todo, aproximadamente uma pessoa se mata a cada 40 segundos. Só no Brasil, o suicídio é a quarta causa mais comum de morte de jovens. O assunto é um tabu. Não falamos dele. A mídia evita por medo de aumentar os números, as pessoas evitam por medo do assunto em si e com isso, acabamos cortando o diálogo necessário.
Falar sobre suicídio é importante. É uma questão de saúde pública e é extremamente necessário.

Por que o Setembro amarelo é importante?

O Setembro Amarelo é uma campanha que busca trazer o diálogo e prevenir o suicídio. 90% dos suicídios poderia ser evitado com ajuda psicológica. A maioria deles é causada por doenças mentais que não são tratadas porque muita gente nem sabe que precisa de tratamento. Aproximadamente 60% das pessoas que morrem por suicídio não buscam ajuda.

Já pensou se isso se aplicasse a outras doenças? Imagine se 60% das pessoas com fraturas não fosse ao médico ou se 60% dos pacientes com apendicite não se tratasse e você vai perceber que é estranho que tanta gente não busque ajuda. Isso porque nós, como sociedade, não falamos do assunto, não informamos as pessoas.
Parte superior do formulário
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Cerca de 17% dos brasileiros já pensou seriamente em suicídio. 4,8% deles já elaboraram um plano para isso.


Objetivo do Setembro Amarelo

O objetivo do mês de prevenção do suicídio é conscientizar as pessoas deste problema tão grave, que tira tantas vidas todos os anos. O setembro amarelo é um mês de diálogo. É um mês que busca criar conversas sobre o assunto, deixar as pessoas que sofrem com pensamentos suicidas saberem que elas não estão sozinhas e que a morte não é solução.
O Setembro Amarelo busca salvar vidas através da informação e da conversa sobre este assunto sério que ainda é um tabu.

Como surgiu o Setembro Amarelo?

A cor amarela é usada para representar o mês da prevenção do suicídio por causa de Dale Emme e Darlene Emme. O casal foi o início do programa de prevenção de suicídio “fita amarela”, ou “Yellow Ribbon” em inglês.
Em 1994, Mike Emme, filho do casal, com apenas 17, se matou. Mike era conhecido por sua personalidade caridosa e por sua habilidade mecânica. Restaurou um Mustang 68 e o pintou de amarelo. Mike amava aquele carro e por causa dele começou a ser conhecido como “Mustang Mike”.
Entretanto, infelizmente, aqueles próximos de Mike não viram os sinais e o fim da vida do garoto chegou. No dia do funeral dele, uma cesta de cartões com fitas amarelas presas a eles estava disponível para quem quisesse pegá-los. Os 500 cartões e fitas foram feitos pelos amigos de Mike e possuíam uma mensagem: Se você precisar, peça ajuda.
Os cartões se espalharam pelos Estados Unidos. Em poucas semanas começaram a aparecer ligações. Um professor de outro estado havia recebido um dos cartões de uma aluna, pedindo por ajuda. Diversas cartas chegavam de adolescentes buscando ajuda.
A fita amarela foi escolhida como símbolo do programa que incentiva aqueles que têm pensamentos suicidas a buscar ajuda.
Em 2003 a OMS instituiu o dia 10 de setembro para ser o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, e o amarelo do mustang de Mike é a cor escolhida para representar este sentimento.

Diálogo e mídia
Suicídio não é notícia. Isso está em livros de jornalismo. O motivo é o medo de causar o chamado “Efeito Werther”. Este fenômeno ganhou seu nome do livro “Os sofrimentos do jovem Werther”, livro do autor alemão Johan Wolfgang von Goethe, publicado em 1774. No final do livro, que possui um tom depressivo, o jovem Werther se suicida, o que levou a uma suposta onda de suicídios nos jovens europeus da época.
O efeito Werther foi comprovado cientificamente e é chamado de “suicídio por imitação”. Suicídios se tornam mais comuns quando divulgados pela mídia. Por exemplo, após as mortes por suicídio de Marilyn Monroe, em 1962, e de Kurt Cobain, em 1994, as taxas de suicídio americanas tiveram aumentos notáveis.
É por isso que a Organização Mundial da Saúde desaconselha que a mídia exponha métodos ou processos de suicídio: para evitar que esta exposição incentive outras mortes.
Entretanto, os suicídios não são causados pela notícia ou pelo vídeo. As pessoas que se mataram ao ver esse tipo de coisa já tinham tendências antes de assistir e se encontravam no grupo de risco. Pessoas com depressão, pensamentos suicidas, esquizofrenia ou diversas outras doenças mentais não tratadas são vulneráveis ao efeito Werther.
Falar sobre o assunto é extremamente importante justamente para que possamos reduzir o número de pessoas vulneráveis. Para que possamos evitar suicídios, o diálogo é o primeiro passo. Conversar, trazer o assunto à tona e fazer com que essas pessoas saibam que não estão sozinhas e que existem meios de tratar estas doenças.

Centro de Valorização da Vida (CVV)

O centro de valorização da vida é reconhecido como Utilidade Pública Federal desde a década de 70. É uma organização sem fins lucrativos e filantrópica que busca dar apoio emocional e prevenção do suicídio para quem precisa. Desde 2015, é possível entrar em contato com eles através do telefone, de maneira gratuíta.
Basta ligar para o número 188. O atendimento é anônimo e realizado por voluntários que guardam sigilo. Também é possível acessar o chat online, enviar um e-mail ou ir a um dos postos de atendimento físico.
O Setembro Amarelo foi idealizado pelo CVV em 2015 e o mês escolhido é setembro pois é o mesmo mês do Dia Mundial para Prevenção do Suicídio, realizado no dia 10 de setembro.




domingo, 25 de agosto de 2019

Um tema importante...


Sustentabilidade e meio ambiente: entenda a relação



Podemos dizer que sustentabilidade e meio ambiente sempre “andam de mãos dadas”.  A sustentabilidade é basicamente a capacidade que o ser humano possui de usufruir dos recursos naturais presentes no planeta sem compromete-los para as gerações futuras. Quando falamos de recursos naturais, estamos nos referindo basicamente ao meio ambiente, pois tudo que utilizamos no nosso dia-dia depende diretamente ou indiretamente dele. Preservar o meio ambiente, dessa forma, se torna um dos principais princípios da sustentabilidade.
O significado de sustentabilidade é complexo e envolve uma série de variáveis independentes entre si. Porém, todos os processos e aspectos sociais, energéticos, econômicos e ambientais estão diretamente envolvidos nesse conceito.
Os chamados pilares da sustentabilidade
Se atentar a detalhes relacionados à sustentabilidade e meio ambiente é importante para qualquer atividade exercida pela sociedade. Esses princípios se aplicam para qualquer empreendimento. Na agricultura, os sistemas de produção agrícolas sustentáveis devem seguir os chamados quatro pilares da sustentabilidade, sendo eles: Ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e tecnicamente aplicável.
Dependendo do autor, esses princípios costumam variar um pouco. Há autores que sugerem o culturalmente diverso e também aqueles que falam apenas de três pilares (econômico, ambiental e social).

Qual a relação entre a produção agrícola, sustentabilidade e meio ambiente?
A sustentabilidade e meio ambiente tem sido um dos principais enfoques na agricultura nas últimas décadas. A comunidade de pesquisadores, agricultores, agrônomos e demais profissionais tem buscado incessantemente sistemas de produção agrícola que possam aliar os quatro pilares da sustentabilidade e ao mesmo tempo garantir a boa produtividade agrícola e o lucro para o produtor.
Em um mundo industrializado e competitivo, onde a demanda por alimentos e maiores produções cresce cada vez mais, o cuidado e preocupação com o meio ambiente acaba sendo deixado de lado e o lucro econômico acaba se tornando o único objetivo da produção agrícola. Por esse motivo, muitas práticas como utilização de monoculturas de soja, revolvimentos ocasionais do solo e uso excessivo de pesticidas tem se tornado comum na agricultura principalmente no Brasil onde o ataque de pragas e doenças é intenso devido ao clima favorável.
O que a comunidade agrícola tem feito para superar esses desafios?
Grande parte dos problemas enfrentados na agricultura podem ser controlados através de práticas sustentáveis de produção agrícola como o sistema plantio direto. Sistemas integrados de produção, como integração lavoura-pecuária, lavoura-pecuária-floresta e sistemas de consórcio têm se destacado pela sua eficiência tanto no aumento da lucratividade do produtor como na promoção e preservação da sustentabilidade e meio ambiente.
No entanto são poucas as áreas que fazem o uso das técnicas, e muitas das que utilizam não as fazem apropriadamente.

Como agir diante dessa situação?
O aquecimento global causado pelo aumento do efeito estufa tem se tornado uma das principais preocupações da humanidade. Dessa forma, a utilização te técnicas tanto na agricultura quanto em qualquer outro setor que promova a preservação do meio ambiente tem se tornado cada vez mais necessário. No artigo “Agricultura Brasileira no Aquecimento Global”, falamos um pouco mais sobre como o Brasil tem contribuindo para a sustentabilidade da produção agrícola e no combate ao aquecimento global, além dos desafios e metas a serem alcançados.

E você, qual a sua opinião sobre a relação entre sustentabilidade e meio ambiente?